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26/05/2026

Quando modernizar Elevador e como escolher o fornecedor?

Giuliano Ferrari
Por Eng. Giuliano Ferrari, Diretor Zenit Elevadores
Última atualização: 12 de março de 2026 | LinkedIn do autor
A decisão de modernização do elevador raramente é tomada a título de prevenção ou como um investimento na edificação e na segurança das pessoas. Costuma-se chegar a esse tema somente após uma sucessão de chamados técnicos, com despesas de consertos ou paliativos, consumo de energia crescente e reclamações de usuários presos na cabina ou tendo que utilizar as escadas.

Nesta hora, temos pela frente uma decisão a tomar: vale a pena modernizar, ou é melhor trocar o equipamento por completo?

Não existe receita única. Depende de critérios objetivos que consideram idade, estado geral do equipamento e exigências normativas atualizadas que, combinados, apontam para a resposta certa em cada caso. É disso que tratei neste conteúdo.

O que é modernização de elevador?


A modernização do elevador é uma intervenção de engenharia que atualiza tecnologicamente sistemas de tração, comando, segurança e estética de um equipamento existente. Diferente da substituição total, ela preserva a estrutura sólida do elevador, reduzindo custos em até 50% e adequando o condomínio às normas vigentes da ABNT.

A decisão de modernizar um elevador raramente é tomada a título de prevenção ou como um investimento planejado na edificação e na segurança das pessoas. Costuma-se chegar a esse tema somente após uma sucessão de chamados técnicos, com despesas de consertos ou paliativos, consumo de energia crescente e reclamações de usuários presos na cabina ou tendo que utilizar as escadas.

quando modernizar o elevador

Nesta hora, síndicos e gestores prediais se deparam com uma decisão crucial: vale a pena realizar uma intervenção parcial ou é melhor trocar o equipamento por completo? Não existe receita única. A resposta correta depende de critérios objetivos que consideram a idade do equipamento, o estado geral dos componentes e as exigências normativas atualizadas.

A modernização técnica é uma alternativa inteligente para edifícios que buscam atualizar seus sistemas sem o transtorno e o custo de uma obra civil de grande porte. Para entender as opções comerciais e estéticas disponíveis para o seu prédio, conheça o serviço especializado de modernização de elevadores.

Quais são os sinais de que o elevador precisa de modernização?


Os principais sinais de que um elevador precisa de modernização são o aumento na frequência de chamados técnicos, indisponibilidade constante do equipamento, dificuldade para encontrar peças de reposição originais, alto consumo de energia elétrica, ruídos excessivos durante a viagem e desnível constante entre a cabina e o pavimento.

Não existe uma idade cronológica exata a partir da qual um elevador deve ser modernizado obrigatoriamente. O que existe é um conjunto de sintomas operacionais e financeiros que indicam que o equipamento atingiu o fim de sua vida útil econômica. Identificar esses sinais precocemente evita acidentes e gastos desnecessários com manutenção corretiva.

  • – Chamados de emergência recorrentes. Aumento de chamados é o sintoma mais visível de obsolescência. Pessoas retidas na cabina são agravantes pelo constrangimento causado e situações aflitivas.
  • – Peças de reposição descontinuadas. Comandos eletromecânicos de décadas passadas dependem de componentes que saíram de linha; placas eletrônicas descontinuadas obrigam o proprietário a esperar por peças usadas e recondicionadas.
  • – Consumo de energia elevado. Máquinas de tração antigas, com motores de baixa eficiência energética e picos de corrente, comandos a relés, são focos típicos de consumo evitável.
  • – Falta de acessibilidade. Cabinas estreitas, botoeiras sem braille e sem sinal sonoro, ausência de corrimãos de apoio e de sinalização tátil descumprem a ABNT NBR 9050:2020 (a Norma Brasileira de Acessibilidade) e a ABNT NBR 16858-3 (Norma de Acessibilidade em elevadores) e constituem-se em obstáculo para reforma ou mudança de uso do edifício.
  • – Nível de ruído e vibração. Paradas bruscas, ruído excessivo, portas lentas, pesadas e bruscas, são sinais típicos de obsolescência dos sistemas mecânicos.
  • – Relatório Obrigatório de Inspeção Anual (RIA) com pendências recorrentes. As mesmas restrições são citadas a cada Inspeção, e o equipamento sinaliza que correções pontuais já não bastam.

Nenhum desses sinais isoladamente é determinante para a tomada de decisão. A sua soma, entretanto, é que define se a modernização é o movimento certo.

Quais são as normas técnicas da ABNT aplicadas à modernização de elevadores?


As principais normas técnicas para modernização de elevadores são a ABNT NBR 16858-7, que rege a melhoria da segurança em equipamentos existentes; a NBR 16083, voltada aos requisitos de manutenção; a NBR 9050, que define os parâmetros de acessibilidade; e a NBR 16858-3, específica para acessibilidade em elevadores.

A conformidade com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) não é apenas uma exigência de segurança, mas também uma blindagem jurídica para os administradores do condomínio [2]. Em caso de incidentes, a comprovação de que o equipamento segue as diretrizes vigentes é o principal argumento de defesa técnica.

ABNT NBR 16858-7 – Melhoria de segurança em elevadores existentes

É a norma específica para ser aplicada em modernização de elevadores. Ela parte de um diagnóstico setorial, onde parte relevante do parque de elevadores foi instalado sob normas anteriores já canceladas, e lista requisitos para que o elevador possa alcançar nível de segurança próximo ou equivalente à dos equipamentos instalados sob a norma atual. A adesão é, por padrão, voluntária, salvo quando a autoridade competente determinar o contrário por uma questão de segurança. Isso significa que o proprietário ou administrador do edifício decide o ritmo da adequação, com base no diagnóstico técnico elaborado pela empresa de manutenção ou por organismo de inspeção, se houver.

Embora a modernização seja legalmente voluntária, deve-se levar em conta que a evolução das normas técnicas de elevadores se deu muito em função de históricos de acidentes que impulsionaram o desenvolvimento de novas seguranças e tecnologias. O síndico, proprietário ou administrador do imóvel tem responsabilidade sobre a segurança do equipamento e de seus usuários, então a modernização obsoleta pode ser a melhor escolha para aumentar a segurança, reduzir riscos operacionais, melhorar a confiabilidade do equipamento e proporcionar maior tranquilidade aos usuários e responsáveis pela edificação.

ABNT NBR 16083 – Manutenção de Elevadores

A NBR 16083 rege a atividade contínua de manutenção de elevadores – que na Zenit é regulada pelo Contrato de Assistência Técnica de Elevador: define-se o que deve estar coberto pelo contrato, a responsabilidade do proprietário ou condomínio e a da empresa conservadora, e a documentação de serviços. Em modernização, deve ser definida a base de boas práticas de Engenharia sobre a qual o elevador será operado, e que permite avaliar o histórico de manutenção futura.

ABNT NBR 9050 – Acessibilidade em edificações

ABNT NBR 9050

A ABNT NBR 9050:2020 trata de Acessibilidade a Edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Para elevadores, ela descreve parâmetros de cabina, botoeiras, sinalização tátil e sonora, espelho interno, barras de apoio e dimensões mínimas de porta. Em reformas a adequação à NBR 9050 frequentemente se torna gatilho para modernização mais ampla, porque cabinas antigas não atendem a exigências de dimensionamento mínimo.

ABNT NBR 16858-3 – Acessibilidade em elevadores

É a norma específica de acessibilidade para elevadores. Para edificações com mais de um pavimento ou nível, o elevador pode ser o único meio de acesso a pessoas com mobilidade reduzida. Sendo assim, exige-se que ao menos um dos elevadores da edificação atenda aos requisitos de acessibilidade, definidos na NBR 16858-3. Os requisitos são tanto dimensionais (medidas de portas e cabina compatíveis com cadeiras de rodas e acompanhantes) quanto funcionais (aparatos na cabina e nos pavimentos que facilitem o uso por pessoas com deficiências).

Itens que podem ser modernizados no elevador


A modernização pode cobrir alguns ou todos os subsistemas do elevador. As partes mais frequentemente impactadas são:

  • – Sistema de comando. Substituição do comando eletromecânico antigo por comando eletrônico com microprocessador, com controle vetorial de frequência e tensão (VVVF), registro de falhas, e menor consumo de energia. Costuma ser o item de maior impacto em modernizações.
  • – Máquina de tração e motor. Troca do conjunto motor/redutor por máquinas novas do tipo coroa e sem-fim ou máquinas sem engrenagem (gearless) com ímãs permanentes, com ganho de eficiência energética, paradas e partidas suaves e sensível redução de ruído.
  • – Portas automáticas. As portas do tipo eixo vertical manuais já não são mais permitidas há vários anos. A sua substituição e a do operador de porta inclui cortina de luz (barreira óptica), abertura e fechamento automáticos progressivos e portas com acabamento em inox ou pintura eletrostática. A capacidade de tráfego de um elevador com portas automáticas é sensivelmente aumentada.
  • – Cabina. Renovação ou substituição completa do interior — revestimento, teto, iluminação LED, espelho, piso, botoeiras novas com indicação visual e sonora conforme NBR 16858-7, corrimão para apoio. As cabinas metálicas são mais leves que as antigas de madeira, acarretando menor consumo energético.
  • – Sistema de frenagem e segurança. Atualização do limitador de velocidade, freio de segurança, amortecedores de poço e sensores de sobrecarga.
  • – Quadros e cabeamento. Substituição de cabos flexíveis, seletor de posição, sensores de pavimento, quadro de força, rede de comunicação entre cabina e casa de máquinas.
  • – Eficiência energética. Menores perdas por aquecimento e iluminação LED em cabina, iluminação com sensor de presença, standby inteligente.

Como decidir entre a modernização parcial e a substituição total do elevador?


A escolha entre modernização parcial e substituição total depende do estado da estrutura civil e mecânica do edifício. A modernização parcial é indicada quando guias, contra-peso e estrutura da cabina estão em bom estado, enquanto a substituição total é necessária quando há severo desgaste estrutural ou inadequação geométrica do poço.

Critério de Decisão Modernização Parcial Substituição Total
Custo Estimado 40% a 60% do valor de um novo 100% do valor do equipamento + obras civis
Tempo de Parada Menor (geralmente de 10 a 15 dias) Maior (pode superar 30 dias de obra civil)
Intervenção Civil Mínima, aproveita a estrutura existente Alta, exige quebras e adequação de poço
Vida Útil Adicional 15 a 20 anos para os itens modernizados 20 a 25 anos para o sistema completo


A análise técnica realizada por um engenheiro mecânico especializado é o único caminho seguro para definir o escopo ideal. Se a estrutura física do poço e as guias de translação estiverem preservadas, a modernização técnica focada no comando eletrônico, máquina de tração e portas automáticas oferece o melhor retorno sobre o investimento (ROI) para o condomínio.

Quais fatores influenciam o custo de uma modernização de elevador?


O custo de uma modernização é influenciado diretamente pelo número de paradas (andares) do edifício, pela velocidade e capacidade de carga exigidas, pelo estado de conservação da casa de máquinas, pelo padrão de acabamento estético escolhido para a cabina e pela logística de execução da obra.

O orçamento de um projeto de modernização não é padronizado. Cada edifício possui particularidades arquitetônicas e de tráfego que exigem um projeto de engenharia sob medida.
  • – Número de paradas e altura do edifício. Mais paradas implicam em maiores custos e maquinário de maior porte.
  • – Capacidade e velocidade nominais. Um pequeno elevador residencial necessita de capacidade e velocidade menores, acarretando menor custo.
  • – Escopo: parcial ou total. A escolha pelo formato da modernização define boa parte do investimento.
  • – Estado do poço, da casa de máquinas e da instalação elétrica. Adequação de obra civil (ventilação, iluminação, instalação) entra no escopo conforme a avaliação técnica.
  • – Acabamento da cabina. Inox escovado ou pintura eletrostática, piso em granito, porcelanato ou vinílico – cada opção tem custo diferente.
  • – Janela de obra. Tempo de parada do edifício e a necessidade (ou não) de trabalho em horário noturno, fim de semana ou de forma fracionada impactam mão de obra e logística.
  • – Logística da obra. Edifícios sem acesso fácil à casa de máquinas, com poço irregular ou com restrições de horário para içamento elevam a parcela de serviço.

Como escolher a melhor empresa para modernizar o elevador do condomínio?


Para escolher o fornecedor ideal, certifique-se de que a empresa possui registro ativo no CREA, apresenta ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para o projeto, conta com equipe técnica própria para atendimento emergencial 24 horas, é filiada a sindicatos do setor e possui referências de obras similares concluídas.

Modernização é um contrato técnico de médio prazo. O fornecedor que projeta e instala é, na prática, o fornecedor com quem o Cliente vai conviver pelos anos seguintes. Para tanto, deve ser estabelecida uma relação de confiança mútua entre as partes. Algumas estruturas básicas para um relacionamento saudável devem se estabelecer. Para tanto, é importante fazer avaliações antes de iniciar um relacionamento. Importante verificar:

  • – Empresa é registrada no CREA com responsável técnico e ART? Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) é o documento que vincula um Engenheiro Responsável ao projeto e à obra, respondendo profissionalmente pela correta e segura intervenção técnica.
  • – Sindicalização e atuação setorial. Fornecedores filiados ao Sindicato Setorial de Elevadores (Seciesp em São Paulo) ou de Máquinas (como a ABIMAQ) operam sob padrão reconhecido pelo mercado.
  • – Capacidade de produzir projetos individualizados. Edifícios antigos raramente se encaixam em soluções padronizadas. A Engenharia precisa saber adaptar o equipamento ao local existente e às normas técnicas vigentes, integrando componentes modernos à estrutura original. A Engenharia do fornecedor deve considerar a sua capacidade de integrar os novos conjuntos aos itens remanescentes, tanto na modernização, quanto na manutenção futura.
  • – Assistência técnica 24 horas com equipe própria. Chamados de emergência em elevadores podem ocorrer fora do horário comercial. Equipe própria com plantão 24 horas é exigência de segurança.
  • – Referências locais. Peça ao fornecedor contato de obras comparáveis similares para obter referências da empresa.
  • – Transparência. A proposta de Modernização deve discriminar exatamente o que será substituído e o que será mantido, e as futuras condições de Contrato de Assistência Técnica pós-obra.
  • – Experiência e tempo de mercado. O relacionamento com a empresa que realiza a modernização é de longo prazo, por questões de garantia, suporte técnico e acompanhamento. Portanto, escolher uma empresa sólida, com longo tempo de mercado e experiência reconhecida é essencial para o bom resultado do projeto.

Agora, aproveito para responder alguns questionamentos comuns dos clientes da Zenit.

Modernização de elevador é obrigatória? A ABNT NBR 15597 funciona como uma diretriz para adesão voluntária. Entretanto, autoridades locais podem determinar a necessidade de serviços ou a paralisação do elevador, quando itens de Segurança ou Acessibilidade estiverem envolvidos. Além disso, o síndico ou administrador do imóvel pode ser responsabilizado por questões de segurança do elevador, que podem ser sensivelmente melhoradas com a modernização.

A modernização aumenta a segurança e a vida útil do elevador? Sim. Versões atualizadas elevam o nível de segurança e diminuem a frequência de chamados técnicos e quebras constantes com gastos recorrentes. Em alguns casos, o consumo de energia é sensivelmente reduzido, com redução de custo.

A Zenit moderniza elevadores de outras marcas? Sim. Atuamos em Modernização e Manutenção Preventiva e Corretiva para equipamentos de diferentes marcas e fabricantes.

Quanto custa uma modernização? Cada projeto é único e elaborado especificamente para cada elevador. Uma análise técnica de Engenharia produz um Relatório Técnico que é precificado em função das demandas de material e mão de obra.

Modernizar um elevador não é um gasto comum. É um investimento em Engenharia que envolve avaliação técnica e conformidade normativa, com o objetivo de garantir Segurança aos usuários, desempenho operacional e preservação do valor do imóvel.

Eng. Giuliano Ferrari é Diretor da Zenit Elevadores, fabricante de elevadores em operação desde 1962. Atua com foco em projeto técnico, modernização e manutenção de elevadores em edifícios residenciais, comerciais, industriais e de saúde no Estado de São Paulo.

Fontes de referência:
– Normas técnicas ABNT citadas no artigo – conteúdo protegido por direito autoral exclusivo ABNT
– ABNT NBR 16858-7 – Elevadores – Requisitos de segurança para construção e instalação – Parte 7: Melhoria da segurança de elevadores de passageiros e elevadores de passageiros e cargas existentes.
– ABNT NBR 16083 – Manutenção de elevadores, escadas rolantes e esteiras rolantes – Requisitos para instruções de manutenção.
– ABNT NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos

Outras Fontes Institucionais de referência:
– SECIESP – Sindicato das Empresas de Fabricação, Instalação, Modernização, Conservação e Manutenção de Elevadores do Estado de São Paulo.
– ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos.